A depressão, sob a ótica clínica de Jacques Lacan e Sigmund Freud, pode ser compreendida como uma patologia profundamente ligada à dinâmica do desejo, da linguagem e das relações psíquicas. Na visão lacaniana, a depressão está intimamente relacionada à questão da “não realização” do desejo. Esse sofrimento psíquico ocorre quando o sujeito se depara com a impossibilidade de atingir o objeto do seu desejo, resultante de um “impasse” existencial, em que o sujeito sente-se paralisado e sem valor. Assim, a depressão reflete a falha em encontrar um sentido ou um “objeto” que preencha a falta estruturante do sujeito.
A depressão se revela como um fenômeno psíquico complexo que envolve a perda de um objeto significativo, mas também o impasse da realização do desejo. Freud coloca ênfase na perda e na internalização da dor, enquanto Lacan enfatiza a falta constitutiva do sujeito e a relação com o desejo não realizado, que se torna uma fonte de sofrimento profundo.
Ainda que ambos autores versem sobre esta condição, não se escapa a individualidade do que se pode levar a um quadro depressivo – ou melancólico. Uma reorganização diante daquilo que falta é necessária. Procure ajuda!